Nossa casa, o mundo onde vivemos
Você já viu, na televisão ou ao vivo, uma explosão, mas uma explosão daquelas bem grande, que atira cacos de cimento, pedra, ferro, madeira, vidro, para todos os lados?
Uma explosão como esta da gravura abaixo.

Pois é! Há bilhões e bilhões de anos atrás, houve, no céu, uma explosão muito, mas muito grande mesmo, imensamente maior do que as que se vê, que atirou cacos por todos os lados. Mas estes cacos não foram de vidro, madeira ou cimento, foram bolas de fogo, que se espalharam por todo o céu.

Estas milhões de bolas de fogo eram de todos os tamanhos e ficaram girando pelo céu. Elas foram chamadas de astros.
Durante milhões e milhões de anos os astros ficaram girando no céu, e alguns foram esfriando e deixaram de ser bolas de fogo para serem bolas de pedra, frias e duras por fora, mas quentes e líquidas por dentro.
As bolas de fogo são chamadas de estrelas e as bolas de pedra são chamadas de planetas e satélites.
As estrelas têm brilho porque são bolas de fogo, e como são bolas de fogo transmitem luz e calor.
Os planetas e satélites são um pouco brilhantes porque são bolas de pedra que não tem brilho e calor, mas refletem a luz das estrelas.
Estava criado o mundo onde iriamos viver, o Universo, que nós chamamos de céu ou firmamento ou cosmos, onde estão o Sol, a Terra, a Lua e as estrelas.
Mundo das estrelas
O mundo das estrelas é o universo onde giram milhões e milhões de corpos celestes.
Mas o que são corpos celestes?
Corpos celestes são todos os corpos que giram no universo, como o Sol, que nos ilumina e aquece todos os dias, a Lua que nós vemos todas as noites, as estrelas que brilham no céu, os planetas e satélites, que são como a Terra e a Lua, os asteroides e planetoides, os cometas com suas caudas de gelo, as imensas galáxias e os terríveis buracos negros.
Nós também vemos as nuvens, mas elas não corpos celestes, elas não estão no cosmos, estão próximas da Terra, na atmosfera, que é a camada do ar que respiramos.
Vemos, também no firmamento, uma coisa linda chamada arco-íris , mas que não é corpo celeste, pois é fenômeno que se forma na atmosfera.
Nós vemos o universo ao nosso redor, com todos os corpos celestes menos a Terra, porque vivemos nela
O universo
A Terra, que é o corpo celeste onde vivemos, é uma imensa bola de pedra, terra e água chamada de planeta. Ela está cercada da camada de ar que respiramos, e acima desta camada está o espaço sideral, o espaço vazio do Universo. O espaço sideral é o que de mais próximo se conhece de um vácuo perfeito.

O universo é imenso, e nele giram milhões e milhões de corpos celestes, sempre no mesmo rumo e ritmo, mas sem se encontrarem. Estes corpos giram sem se encontrarem porque são atraídos pela força de gravidade de uma estrela próxima que os mantêm sempre no mesmo rumo e ritmo. Está força se chama força da gravidade ou gravitacional.
Esta estrela com força gravitacional atrai planetas, planetoides, asteroides, meteoroides, cometas e buracos negros, que giram ao seu redor formando uma elíptica que nunca muda e não os deixa encontrar uns com outros. São os sistemas planetários, como o sistema onde moramos que é o sistema solar e que como ele existem milhares de outros.
Mas existem estrelas que não formam sistemas com outros corpos celestes, que vivem isoladas ou agrupadas com outras estrelas, porém não exercem força de gravidade sobre outros corpos celestes. Estas estrelas isoladas são atraídas para sistemas planetários por uma força gravitacional maior, formando um sistema maior chamado galáxias.
Tudo isto está “solto” no espaço sideral, que é formado de gases e poeiras interestelares e se localizam nos espaços não ocupados pelos corpos celestes.
Há três tipos de espaço sideral, o espaço sideral interestelar, quando ele ocupa um espaço entre estrelas; espaço sideral interplanetário, quando ocupa um lugar entre sistemas planetários e sistema sideral intergaláctico, quando ocupa um lugar entre galáxias.
O espaço cósmico está sempre se renovando, com corpos celestes que nascem e morrem.
Como nascem os corpos celestes?
Eles nascem nas nebulosas, que são nuvens escuras formadas por poeira cósmica, hidrogênio e gases ionizados a partir de restos de estrelas que se desagregaram.
O nascimento começa quando esta nuvem negra começa a se concentrar em uma região chamada berço estelar, onde ela começa se condensar e aquecer. Conforme ela vai se esquentando e se condensando as suas partes externas vão caindo. Devido à instabilidade gravitacional destes pedações elas vão se fragmentando em pedaços, que ao se condensar e esquentar mais começam a girar sobre si mesmas formando uma espécie de disco. Estes fragmentos podem formar até dezenas e centenas de estrelas. Nesta fase de aquecimento estes pedaços se chamam protoestrelas. Elas vão se aquecendo até atingir uma temperatura suficiente para desencadear a reação de fusão nuclear suficiente para que a contração pare e a estrela nasça.

Como morrem as estrelas?
As estrelas morrem, mas vivem bilhões e bilhões de anos e seu tempo de vida depende de seu tamanho, quanto maiores, maior tempo de vida. As estrelas do tamanho do nosso Sol, que é uma estrela de quinta grandeza, devem viver 10 bilhões, portanto o Sol, que nasceu há 4,5 bilhões de anos ainda deve viver mais 5,5 bilhões de anos.
Mas como elas morrem?
O núcleo de uma estrela é formado pela fusão nuclear que vai queimando, sucessivamente. os elementos mais leves que compõem a estrela. Neste ponto a estrela fica enorme e vermelha, se torna uma estrela gigante vermelha.
Ela continua queimando até encontrar um elemento cujo ponto de fusão nunca será atingido, formando um núcleo que não mais produzirá energia. Neste ponto ela diminui se tornando uma estrela anã. Começa a agonia da estrela que termina com seu desaparecimento.
Vamos tomar como exemplo a simulação da morte do Sol.
“ No caso do Sol, o hidrogênio (que é mais leve) transforma-se em hélio (que é mais pesado) por fusão nuclear. Quando o hidrogênio se esgota no núcleo da estrela, o hélio começa a se fundir para formar carbono. Mas em uma estrela com a massa do Sol, a temperatura de fusão do carbono para formar elementos mais pesados nunca será atingida, então forma-se um núcleo que não mais produzirá energia e, com isso, começa o processo de morte da estrela”.
Apesar de morta, o brilho de uma estrela continuará a ser visto porque sua luz pode levar milhões de anos luz para chegar até nós, portanto sua luz ainda continuará a brilhar.


O que é poeira estelar?
Como o nome diz, poeira estelar ou interestelar é a poeira deixada pela colisão de corpos celestes, como asteroides (pequenos astros), cometas, meteoritos e outros.

O que é uma estrela?
Estrela é um astro (corpo celeste) que tem luz e calor próprios e que não muda de lugar, mas que não está parada, ela gira sobre si mesma. Tem um brilho cintilante, o que a diferencia dos planetas e satélites.
Ela é representada por uma estrela de várias pontas, mas seu formato real não é este, ela é esférica. Parece com uma estrela por causa do seu brilho intenso que se irradia em pontas.
A estrela mais próxima de nós é o Sol, que nos ilumina e aquece com sua luz e calor. Ela parece maior que as outras estrelas, mas não é, existem outras muito maiores.

As estrelas têm tamanhos diferentes, e seu tamanho é chamado de grandeza.
A maior estrela de que se tem notícia é a VY CanisMajoris, também conhecida como VY Cma, que fica a 5 mil anos-luz da Terra e tem 2,9 bilhões de quilômetros de diâmetro, 1 800 a 2 100 vezes maior que o do Sol. Ela é uma estrela de primeira grandeza.

As estrelas podem estar sós, duas a duas ou agrupadas.
As estrelas que estão em par, uma ao lado da outra, girando da mesma forma, porque são atraídas pela mesma força, são chamadas estrelas binárias.
Nas estrelas binárias uma é sempre mais brilhante, ela é chamada de estrela primária; a outra é chamada de estrela companheira ou secundária.

Quando muitas estrelas estão próximas, agrupadas, elas formam conjuntos que se chamam constelações. Elas formam desenhos que lhe dão o nome; uma constelação que tem o formato de um cão é chamada de Cão, uma constelação com três estrelas em linha reta é chamada de Três Marias; uma constelação com o formato de uma cruz é chamada de Cruzeiro.
Assim nós temos as constelações do Cão Maior e do Cão Menor, as Três Marias, a do Cruzeiro do Sul e muitas outras mais.

“Pelo fato de o Cruzeiro do Sul estar sempre visível no céu dos países meridionais, ele se tornou um importante ponto de referência para os deslocamentos sobre a superfície terrestre. Além disso, essa constelação representa um símbolo cultural para diversos povos e nações, inclusive para o Brasil.”
Estrelas curiosas

Além das estrelas, há outros corpos celestes muito importantes para nós, os planetas, porque nós vivemos em um planeta, o Planeta Terra.
Os planetas também são corpos celestes, mas diferentes das estrelas, pois não têm luz própria e delas recebem luz e calor.
Eles sempre acompanham a estrela que os ilumina porque a estrela tem uma força que a atrai para ela.
A Terra é o planeta em que vivemos e ele recebe luz e calor do Sol, a estrela que a atrai.
Temos também os satélites, que são corpos celestes sem luz própria e que giram ao redor de um planeta. A nossa Lua é um satélite.
Nós já vimos o que são estrelas, planetas e satélites. Vamos ver como eles podem viver juntos.
Não só as estrelas se agrupam, mas também os planetas e os satélites se agrupam de acordo com suas características, formando conjuntos que se chamam sistemas. Eles se agrupam porque são atraídos pela força de gravidade da estrela. Eles ficam girando ao redor da sua estrela, fazendo sempre a mesma rota. Está rota tem a forma elíptica.
Tem um conjunto de corpos celestes que é muito importante para nós, porque é nele que a Terra está.
É um conjunto formado pela estrela Sol, pelo planeta Terra, pelo seu satélite Lua e mais 7 planetas, 170 satélites e planetas anões, como asteroides, meteoros, cometas e satélites.
Este conjunto se chama Sistema Solar, é o conjunto que vemos na figura abaixo.

Na figura nós vemos o Sol, que é uma estrela que tem luz e calor próprios e oito planetas que giram ao redor dele, mas não têm luz e calor.
Vemos também linhas que formam o caminho de cada planeta. É o que se chama órbita de um planeta.
Os planetas são diferentes entre si, podem ser grandes ou pequenos, frios ou quentes, duros como pedra ou gasosos.
Geralmente os planetas menores são duros e os maiores são gasosos. Os mais duros estão mais próximos da sua estrela e os gasosos mais distantes.
No nosso sistema solar os planetas menores e duros são Mercúrio, Vênus Terra e Marte. Os maiores e gasosos são Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Então o Sistema Solar tem 8 planetas.
Quando os planetas são muito pequenos, são chamados planetoides ou planetas anões ou asteroides.
Vamos ver os demais tipos de corpos celestes que tem no espaço cósmico.
O cometa é um astro pequeno e pouco luminoso, formado por um grupo de pequenas partículas sólidas, envolvidas por gases e principalmente por gelo.
Seu formato é muito interessante porque o envoltório gasoso se alonga como se fosse uma cauda. Isto acontece porque a maior parte do cometa é feita de gelo e, como o gelo se derrete ele vai deixando um rastro, é a cauda.
Sua órbita é muito grande, por isso um cometa leva dezenas e centenas de anos para passar novamente no mesmo lugar. Além de muito grande ela é muito irregular, por isso às vezes passa mais perto do Sol, quando o gelo derrete mais e a cauda fica maior, e frequentemente passa mais distante, e sua cauda diminui.
O cometa mais conhecido é o Cometa de Halley, que passa a cada 76 anos. Sua última aparição foi em 1986.

Vamos falar, agora de pedaços de asteroides, cometas ou planetas desintegrados. São os meteoroides, os meteoros e os meteoritos.
Meteoroides são os fragmentos de asteroides, cometas ou planetas desintegrados.
Estes fragmentos se dirigem para a atmosfera da Terra.
Quando entram na atmosfera sofrem um atrito tão forte que incendeiam e ficam luminosos.
Quando eles entram na atmosfera da Terra se incendeiam.
Muitos queimam até desaparecer e não chegam na superfície da Terra.
Esses meteoroides que chegam na atmosfera e desparecem são chamados meteoros.
Os que caem na Terra são chamados meteoritos.
Eles caem na Terra 150 vezes por ano, aproximadamente.
Então, temos os meteoroides, os meteoros e os meteoritos, uma sequência de corpo celeste que parte de um mesmo ponto: o pedaço de outro corpo celeste.

Buraco Negro
Buraco negro não é corpo celeste, é região celeste.
Um buraco negro é uma região do espaço da qual nada, nada, nem mesmo objetos que se movam na velocidade da luz, podem escapar. Nem mesmo a luz, por isso é chamado buraco negro.
Então buraco negro é uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada sai dessa região, nem a luz; daí vermos negro naquela região.
É como se fosse um centrifugador gigante que tritura tudo o que dele se aproximar.

Em 10 de abril de 2019, o gigantesco buraco negro alojado no coração da galáxia Messier 87 (M87), localizada a 55 milhões de anos-luz de distância, apareceu para nós, sob o aspecto de um círculo escuro cercado por um anel flamejante.
Galáxias
Já vimos que estrelas, planetas, satélites, cometas, asteroides e poeira estelar formam um sistema, como o nosso sistema estelar, que é o Sistema Solar.
Como há bilhões e bilhões de corpos celestes eles formam bilhões de sistemas que também se agrupam.
Vários sistemas estelares localizados próximos uns aos outros formam outros sistemas muito maiores que são chamados galáxias.
O nosso Sistema Solar está em uma galáxia chamada Via Lactea, assim chamada porque vista à noite tem um tom leitoso.

Foi descoberto, recentemente, um buraco negro no centro da Via Láctea, ao qual se deu o nome de Sagitário A.

Existem várias formas de galáxias, como podemos ver na figura ao lado. A Via Lactea é uma galáxia espiral.

Ainda temos as nuvens e os arco-íris, que vemos no firmamento, mas que não são corpos celestes, porque estão na atmosfera da Terra e não no espaço sideral.

Esta é a descrição de nossa casa, o mundo onde vivemos.
