
O tempo e o clima
Calor, frio, vento, chuva, são, entre outros, os elementos que formam o tempo e o clima.
Mas o que é tempo e o que é clima?
Tempo
Tempo é o estado da atmosfera em determinado lugar no momento presente, é algo passageiro, é a forma como o ar está naquele momento. É o que sentimos na atmosfera no momento da fala.
O tempo é a condição meteorológica que acontece no momento da fala e que pode mudar de um dia para o outro, ou mesmo de uma hora para outra.
Se dizemos que o dia está quente, estamos nos referindo ao tempo naquele momento e lugar; se chove em um determinado momento nós dizemos que o tempo está chuvoso.
Para você entender melhor, tempo são as informações que estão na Previsão do Tempo.

O tempo é o elemento que forma o clima.
Clima
Clima é o estado da atmosfera em determinado lugar, periodicamente, não é algo passageiro, é a forma repetida do tempo no mesmo lugar e na mesma época. É o que sentimos na atmosfera repetidamente em determinado lugar.
O clima é a condição meteorológica que acontece sempre em um lugar, da mesma forma, na mesma época, em anos diferentes e não muda de ano para ano.
Se dizemos que o Nordeste é quente, estamos nos referindo ao clima naquele lugar; se chove sempre em um determinado lugar nós dizemos que o clima é chuvoso naquele lugar naquela época.
Para você entender melhor, clima são as informações sobre suas características.

O tempo é a condição meteorológica que acontece no momento da fala.

O clima é a condição meteorológica que se repete no mesmo lugar, na mesma época todos os anos.

Devemos saber, com certeza, que Tempo não pode ser confundido com Clima.
Por exemplo: se dizemos que o dia ontem estava quente e úmido, estamos nos referindo ao tempo naquele momento, mas, se dissermos que na Amazônia o tempo é quente e úmido o ano inteiro, estamos nos referindo ao clima da região.
O tempo, portanto, é algo passageiro, é como o ar está no momento e o clima é algo que se repete periodicamente (de tempos em tempos), é como o ar se comporta repetidamente, todos os anos no mesmo local e na mesma época.
Tempo e Clima
Ambos, tempo e clima, são condições meteorológicas que têm a mesma origem e são influenciadas pelos mesmos agentes. Aliás, os fenômenos atmosféricos que formam o tempo é que determinam o clima.
O tempo é determinado por massas de ar que formam os fenômenos atmosféricos como vento, raios, nuvens, temperatura, pressão, umidade e precipitações (como chuva, granizo e neve).
A repetição do mesmo tempo em determinado local na mesma época é que forma o clima.
O clima é o resultado do estudo de como o tempo acontece em determinado local na mesma época durante muitos anos.
Sendo assim, se o tempo é que determina o clima, temos que aprender o que faz o tempo variar.
Os principais fatores que influenciam a mudança de tempo, portanto o clima, são: massas de ar, latitude, altitude, pressão atmosférica, continentalidade, maritimidade, relevo, vegetação e urbanização.
Primeiramente vamos ver como as massas de ar influenciam no clima.
1-Massas de ar e clima
Nós ouvimos, nas informações sobre tempo e clima, dizer assim: uma massa de ar polar está se formando sobre…
Mas o que é massa de ar?
Massa de ar é um enorme volume de ar com as mesmas características de vapor d’água e temperatura. Elas se formam sobre regiões na superfície terrestre com as mesmas características como oceanos, grandes florestas, desertos, etc., cobrindo centenas de quilômetros quadrados e permanecendo por tempo indeterminado.
As massas de ar podem, de acordo com a região onde surgem, ser quentes, frias, úmidas ou secas.
O local onde a massa de ar se forma é chamado região de origem e determina as suas características de temperatura, pressão e umidade. Assim, se uma massa de ar se forma sobre a Antártida ela será fria, seca e com alta pressão, porque a Antártida tem baixa temperatura, pouca umidade e alta pressão.
As massas de ar podem ficar estacionadas, em determinado local, por dias e até semanas, mas quando se movem, vão perdendo suas características, até chegarem ao local de destino, sobre o qual vão causar influência, dando ao ambiente as características que carregam. A massa de ar que se formou na Antártica vai esfriar, secar e elevar a pressão atmosférica do local onde chegou.
Quando uma massa de ar se desloca sobre uma superfície mais fria do que ela, é chamada uma massa de ar quente, porque sua temperatura é mais quente que a da superfície e a esquenta, então, no inverno as massas de ar que se formam são quentes, porque a superfície da Terra é fria.
Se a superfície está mais quente do que ela, é chamada uma massa de ar frio, porque sua temperatura é mais fria que a da superfície e a resfria, então no verão as massas de ar são frias, porque a superfície da Terra é quente.

As massas de ar frias (que acontecem no verão) são mais instáveis, apresentam boa visibilidade e ocasionam formação de trovoadas; enquanto as massas de ar quentes (que acontecem no inverno) são mais estáveis, têm uma visibilidade mais restrita e favorecem a formação de neblinas e nevoeiros.
Formação das camadas de ar
Agora vem a pergunta, como são formadas as massas de ar.
Resposta: são necessárias três situações ao mesmo tempo para que ocorra a formação de massa de ar: permanência prolongada do ar sobre um mesmo ponto, encontro de duas massas de ar e superfície terrestre homogênea.
Ponto 1- Permanência prolongada do ar sobre a mesma superfície.
Para que isto aconteça é necessário que o vento seja fraco para que não espalhe o ar concentrado sobre a superfície terrestre.
Ponto 2- Encontro de duas massas de ar.
O encontro de duas camadas de ar, uma mais fria que a outra, ocasionará um movimento anti-horário dos ventos, fazendo-o fraco o suficiente para manter o ar concentrado no mesmo lugar e forte para gerar uma pequena turbulência do ar necessária para misturar as propriedades físicas do ar
Ponto 3-Superfície terrestre homogênea.
As massas de ar são formadas na troposfera, a camada de ar onde vivemos.
Como a troposfera não é uma camada homogênea porque o relevo da superfície terrestre é desigual, formado de terra e água e com latitudes diferentes, é preciso que o ar esteja em um ponto homogêneo para que se forme a massa de ar.
Estes pontos homogêneos em grandes extensões são encontrados sobre os oceanos, as grandes florestas, os extensos desertos e as extensas superfícies de gelo.
Isto explicado, concluímos que para a formação de uma massa de ar é preciso que uma camada ar fique parada sobre um oceano, uma grande floresta, um extenso deserto ou uma longa camada de gelo e que o ar seja fraco o suficiente para não espalhá-lo e forte o bastante para que haja uma mistura de suas características.

Tipos de massas de ar
As massas de ar variam de acordo com o local onde elas se formam.
Quando elas se formam próximas da linha do equador, entre as latitudes de 5° norte e 5° Sul, são chamadas de massas equatoriais.
São massas de ar quentes e podem ser secas, se formadas sobre o continente ou úmidas, se formadas sobre o oceano.
Quando elas se formam próximas da linha dos trópicos de Câncer ou Capricórnio, entre as latitudes de 25° e 30° norte ou sul, são chamadas de massas tropicais.
São massas de ar menos quentes e bastante úmidas se formadas no oceano e bastante secas se formadas no continente.
Quando elas se formam próximas dos polos norte ou sul, sempre em latitudes superiores a 50°, são chamadas de massas polares.
São massas de ar muito frias, sendo a polar continental mais fria e mais seca e a oceânica mais úmida.

Frentes fria e quente
Olha ai o boletim meteorológico outra vez: “uma frente fria vinda do Ártico deve avançar sobre o continente e provocar quedas nas temperaturas”, ou talvez: “uma massa de ar úmido se desloca e pode provocar fortes chuvas em toda a área pintada no mapa”.
Isto quer dizer que se formou uma frente de ar em determinado ponto da Terra.
Mas você já se perguntou o que são as frentes de ar?
Pois é, frente de ar é o ponto de encontro entre duas massas de ar de temperaturas diferentes, ou seja, em uma área de transição duas massas de ar se encontram e disputam quem vencerá.
Por exemplo, em determinado ponto da Terra, uma massa de ar quente advinda da zona intertropical (entre o Equador e os trópicos) encontra-se com uma massa de ar fria proveniente dos polos e começa o “empurra, empurra”, para saber qual das massas de ar vai vencer. Se a massa de ar quente vencer, no ponto ente as duas vai haver uma frente de ar quente, e se vencer a massa de ar fria se formará uma frente de ar fria.
Vamos abrir parênteses para os símbolos dos tipos de frentes de ar, que são quatro.

A grosso modo, para entender o que é frente de ar, vejamos a figura a seguir:

Quando dizemos que uma frente é quente, queremos dizer que o ar quente venceu. Como o ar quente é menos denso que o ar frio, portanto mais leve, a tendência do ar quente é subir, como se fosse por uma rampa, e vencer, chegando na zona de transição, que é a frente de ar.
Uma frente quente é representada simbolicamente como aparece na figura abaixo, através de uma linha vermelha sólida e curvada na direção do movimento da frente, com semicírculos vermelhos que apontam para o ar frio.

A frente fria é o resultado do “empurra, empurra” entre as duas massas de ar, quente e fria. A massa de ar fria é como uma “bolha” de ar frio sobre a superfície e como o ar frio é mais denso, portanto mais pesado, ele “empurra” o ar quente para o alto, que vai condensando enquanto vai subindo, provocando uma queda rápida de temperatura.
Uma frente fria é representada simbolicamente como aparece na figura abaixo, através de uma linha azul sólida e curvada na direção do movimento da frente, com triângulos azuis que apontam para o ar quente.

A frente oclusa é o resultado de uma corrida na qual a frente fria, que é mais rápida, alcança e ultrapassa parte de uma frente quente, fazendo o ar quente, que é mais leve, subir e deixar espaço para um ar mais fresco na superfície.
Uma frente oclusa é representada simbolicamente como aparece na figura abaixo, através de uma linha lilás sólida e curvada na direção do movimento da frente, com triângulos e semicírculos lilás alternados, que apontam para a direção em que a frente se move.

É chamada frente estacionária uma frente que resulta da imobilidade das frentes fria ou quente. Quando a frente volta a se mover ela volta a ser denominada fria ou quente.
Uma frente estacionária é representada simbolicamente como aparece na figura abaixo, através de uma linha sólida, com triângulos azuis que apontam para o ar quente e semicírculos vermelhos que apontam para o ar frio.

Terminada a explicação de como as massas de ar influenciam no clima, vamos ver qual a influência da latitude.
2-Latitude e clima
Latitude é a distância, em graus, de qualquer lugar ao equador, que é o principal paralelo, o que divide a Terra ao meio. Ela é a companheira dos paralelos, é ela que dá nome aos paralelos.
Já sabemos que as latitudes, como os paralelos, variam de 0º a 90º para o norte e de 0º a -90º para o sul.
Já vimos que as regiões da Terra não recebem luz e calor da mesma forma, porque os raios solares não incidem da mesma forma sobre o planeta. Incidem mais sobre o equador e vai diminuindo a incidência quando se afasta dele.
A região da linha do equador é a que mais recebe os raios solares, portanto é a mais iluminada e aquecida. Então, quanto mais perto estivermos do equador mais alta será a temperatura, maior ela será e quanto mais nos afastarmos do equador, mais baixa será a temperatura, menor ela será.
Podemos visualizar o que foi dito olhando a imagem a seguir:
A figura a seguir mostra a divisão do planeta em zonas climáticas que são faixas de latitude conforme o calor que recebem do Sol. Elas são em número de cinco.

A linha do equador recebe os raios solares diretamente sobre ela, o que a torna mais quente.
As zonas acima e abaixo desta linha, até a linha dos trópicos, estão sempre bastante aquecidas pelos raios solares, por isso é a zona mais quente.
Esta faixa será chamada de zona tropical.
Os trópicos recebem a luz do Sol de forma inclinada, o que faz com que o clima nestas faixas seja mais ameno, temperado, nem muito quente, nem muito frio.
As zonas acima do trópico de Câncer e abaixo do trópico de Capricórnio, até a linha dos círculos polares, são zonas de clima temperado, mais ameno do que o clima da zona tropical.
Como estamos vendo, são duas as faixas, no norte e no sul.
Estas faixas serão chamadas de zonas temperadas.
Os círculos polares quase não são atingidos pelos raios solares, por causa da inclinação da Terra, o que faz com que nestas faixas o clima seja muito frio.
Elas ficam acima dos Círculos Polares Norte e Sul, e vão até os polos Norte e Sul.
Também são em número de duas.
Estas faixas serão chamadas de zonas polares.

É importante saber que zonas climáticas e tipos de clima, que veremos mais adiante, são coisas diferentes.
Os tipos de clima estão distribuídos pelas zonas climáticas.
Dentro de uma mesma zona climática pode haver tipos diferentes de clima.
Como exemplo temos o tipo de clima equatorial, na região do equador, dentro da zona tropical, como também temos o tipo de clima tropical dentro da mesma zona, cada tipo de clima diferente um do outro.
Veja no mapa abaixo alguns tipos de clima dentro da zona climática tropical.

Manaus, no Amazonas, fica na zona tropical e como está próxima do equador seu clima é equatorial com temperatura quente, por volta de 35 graus, então Manaus tem clima tipo equatorial na zona climática tropical.
Belo Horizonte, em Minas Gerais, fica na zona tropical, mas longe do equador, e como fica perto do trópico de Capricórnio seu clima é tropical com temperatura mais fria, por volta de 30 graus, então Belo Horizonte tem clima tipo tropical na zona climática tropical.
Observe esta relação: menor latitude maior temperatura, maior latitude menor temperatura.

Chegou a vez de conhecer como a altitude influencia no clima.
3-Altitude e clima
Altitude é a distância vertical, em metros, de um ponto da superfície terrestre até o nível do mar.
O nível do mar está a 0 metros.

A altitude é um fator preponderante no clima, não só pela diferença entre o calor próprio do solo e das elevações, mas também devido à pressão atmosférica e à maior incidência de fenômenos atmosféricos como vento, chuva, etc, nas elevações.
Como a altitude influencia no clima?
A altitude influencia o clima porque a absorção do calor que vem dos raios solares varia de uma altitude para outra.
E por que isto acontece?
Sabemos que é o Sol que aquece o nosso planeta, mas a absorção deste calor varia na superfície terrestre e no ar que se localiza entre as altitudes.
Na superfície terrestre a absorção do calor é maior, porque o solo absorve parte do calor dos raios solares e reflete a outra parte, aquecendo os locais ao seu redor. Quando os raios de sol batem, o chão esquenta. Esse calor do solo dissemina-se pela área ao redor, esquentando as partes mais baixas, enquanto os pontos mais altos ficam mais frios.
No ar, que preenche os vazios entre as elevações, a absorção do calor é menor, porque o ar não se aquece e nem reflete o calor do Sol. Como o ar é um mau condutor de calor, a temperatura vai caindo conforme nos afastamos do nível do mar.
Por esta razão quanto menor for a altitude maior será a temperatura, então, quanto mais subimos mais a temperatura baixa.
Observe esta relação: menor altitude maior temperatura, maior altitude menor temperatura.

Nesta quarta etapa do estudo veremos como é o relacionamento entre pressão atmosférica e clima. Esta relação é um pouco mais complexa, porque há várias coordenadas entre pressão atmosférica e clima.
4-Pressão atmosférica e clima
Antes de falar sobre a relação pressão atmosférica e clima, vamos saber o que é pressão atmosférica.
Já vimos que o planeta é envolvido por camadas de gases que estão na atmosfera. É o ar que respiramos e que nos envolve, que é invisível, incolor e inodoro, mas que existe, tem peso e ocupa espaço.
Existe uma força poderosa, que vem do centro do planeta e atrai tudo o que está sobre a Terra. É a força da gravidade.
Como o ar está sobre a Terra ele também é atraído por esta força.
Por causa da força da gravidade, a maior parte do ar vai para as áreas mais baixas da superfície terrestre o que determina uma concentração maior de gases e umidade.
Esta concentração de gases e umidade exercem peso sobre a superfície terrestre.
Este peso é chamado de pressão atmosférica, então pressão atmosférica é o peso do ar sobre todos os corpos da Terra.
Agora que sabemos que pressão atmosférica é o peso do ar sobre a superfície terrestre vamos saber como esta pressão se comporta.
Primeiro, ela varia de lugar para lugar, então ela é influenciada pela altitude dos lugares.
O ar está em toda parte, ao nível do mar, em montanhas elevadas, nas zonas climáticas, mas seu peso é maior em uns lugares do que em outros, portanto a pressão atmosférica pode variar de lugar para lugar.
Ao nível do mar o peso do ar é maior do que no alto de uma montanha, porque tem mais quantidade de ar sobre um lugar ao nível do mar do que numa montanha que está a 3.000 metros de altitude, portanto a pressão atmosférica é maior ao nível do mar.
A menor altitude (mais baixa) é ao nível do mar, porque está na mesma altura do oceano; a maior pressão atmosférica (mais alta) também é ao nível do mar porque é onde há maior quantidade de ar sobre os corpos, onde há maior peso de ar.
Se nos lugares de menor altitude a pressão do ar é maior, podemos concluir que a pressão do ar é inversamente proporcional à altitude.
Observe esta relação: menor altitude maior pressão atmosférica, maior altitude menor pressão atmosférica.

Segundo, ela varia de zona para zona, então, ela sofre a influência da latitude.
A latitude influencia sobre a pressão atmosférica porque o peso do ar é diferente em cada latitude.
Isto ocorre porque o frio contrai as moléculas do ar, fazendo-o ficar mais denso, com maior peso.
Na latitude zero, na linha do Equador, o ar é quente, portanto leve, o que faz com que exerça pouca pressão (pouco peso do ar).
Nos trópicos o ar é mais fresco, portanto mais pesado, exercendo maior pressão (mais peso do ar).
Nos círculos polares o ar é gelado, portanto muito pesado, fazendo com que sua pressão seja maior (mais peso do ar).
Como estamos vendo, a relação entre a latitude e a pressão atmosférica é direta, menor latitude, menor pressão; maior latitude, maior pressão.
Observe esta relação: menor latitude menor pressão atmosférica, maior latitude maior pressão atmosférica.

Terceiro, ela varia conforme a temperatura do ar.
A temperatura do ar influencia sobre a pressão atmosférica porque o peso do ar muda conforme a temperatura.
Para entender esta influência é preciso lembrar que o ar quente é leve, porque o calor dilata as moléculas e o ar frio é pesado, porque o frio concentra as moléculas.
Nas regiões quentes a temperatura do ar é alta, é maior que nas regiões frias. Como o ar é quente, portanto leve, ele diminui a pressão atmosférica, que terá menor peso.
Nas regiões frias a temperatura do ar é baixa, é menor que nas regiões quentes. Como o ar é frio, portanto pesado, ele aumenta a pressão atmosférica, que terá maior peso.
Como estamos vendo, a relação entre a temperatura do ar e a pressão atmosférica é inversa, maior temperatura do ar, menor pressão; menor temperatura do ar, maior pressão.
Observe esta relação: menor temperatura maior pressão atmosférica, maior temperatura menor pressão atmosférica.

Uma consequência interessante sobre a influência da pressão atmosférica e da temperatura é na pressão arterial do nosso corpo.
No verão a temperatura é quente. A temperatura do ar quente diminui o peso do ar (menor pressão atmosférica).
Quando estamos ao nível do mar, onde a temperatura do ar é mais quente o ar é leve, diminuindo o peso da pressão atmosférica.
Como a pressão atmosférica pesa sobre todos os corpos ela também influencia no nosso corpo, fazendo com que a pressão arterial fique baixa.
Então, temperatura do ar quente e pressão atmosférica baixa é igual à pressão arterial baixa.
No inverno a temperatura é fria. A temperatura do ar frio aumenta o peso do ar (maior pressão atmosférica).
Quando estamos no alto de uma montanha, onde a temperatura é mais fria o ar é pesado, aumentando o peso da pressão atmosférica.
Como a pressão atmosférica pesa sobre todos os corpos ela também influencia no nosso corpo, fazendo com que a pressão arterial fique alta.
Então, temperatura do ar fria e pressão atmosférica alta é igual à pressão alta.
Pay attention
Informações úteis
Características do ar quente: as moléculas se expandem, o ar fica menos denso, portanto mais leve, e sobe.
Características do ar frio: as moléculas se contraem, o ar fica mais denso, portanto mais pesado, e desce.
As variações de pressão atmosférica formam os ventos.
Características da baixa pressão atmosférica: movimento de ar convergente para o centro, levando calor e umidade para ele, o que forma nuvens e favorece a chuva.
Características da alta pressão atmosférica: movimento divergente do centro, tirando a umidade, o que evita a formação de nuvens e desfavorece a chuva.

Acabamos de ver o comportamento da pressão atmosférica sob a influência da altitude, da latitude e da temperatura, agora vamos ver a influência da pressão atmosférica sobre o clima. Ela age, principalmente, sobre dois fenômenos atmosféricos, o vento e a chuva, porque é dos centros de alta e baixa pressão que nasce a circulação atmosférica.
Influência da pressão atmosférica sobre os ventos e as chuvas
A pressão atmosférica gera ventos e chuvas, isto não é apenas uma influência, é uma consequência natural, pois as diferenças entre baixa e alta pressão fazem um “troca, troca”, que põe o ar em movimento, e o vento nada mais é que o ar em movimento, que traz ou leva as nuvens das quais vêm as chuvas.
As zonas de baixa pressão ficam nas maiores altitudes, onde o ar é frio, mais denso, mais pesado. Como é mais pesado tende a descer e empurra o ar que está nas zonas de alta pressão, que é quente, por isso menos denso e menos pesado. Este “troca, troca” do ar, subindo e descendo forma a circulação do ar, que nada mais é que o vento em suas variadas intensidades.
Os movimentos do ar variam de acordo com a forma da pressão atmosférica.
Os centros de baixa pressão criam um movimento de ar convergente para o seu centro, fazendo com que haja concentração de umidade e de calor. Isto facilita a formação e o crescimento das nuvens e a precipitação da umidade em forma de chuva.

Os centros de alta pressão criam um movimento de ar divergente do seu centro, fazendo com que não haja concentração de umidade e de calor. Isto dificulta a formação e o crescimento das nuvens e a precipitação da umidade em forma de chuva.

Então, a baixa pressão do ar é associada à formação de muitas nuvens, com chuva e eventualmente com tempo severo, com tempestades. A alta pressão é identificada como áreas que estão com céu azul ou com poucas nuvens, com menor umidade no ar, com tempo seco, sem chuva.
Terminada a explicação sobre pressão atmosférica, vamos ver qual a influência do relevo sobre o clima.
5-Relevo e clima
Relevo é aquilo que se sobressai na superfície terrestre, formando as diferenças de nível entre um lugar e outro. Ele é formado por planícies, planaltos, depressões, montanhas, rios e mais.
Como já vimos, a pressão diminui com a altitude, portanto o relevo influencia no clima com a mudança de altitude. Assim, no alto de uma montanha o clima será diferente do clima em uma planície. As áreas de altitude mais elevada são mais frias do que as de altitude mais baixa, e, também mais secas, pois as montanhas podem impedir que os ventos com umidade cheguem à região, tornando o clima mais seco.
Além disso, e, sobretudo, o relevo influencia no clima devido à movimentação ou ao impedimento das massas de ar e sua circulação, pois as serras podem, por exemplo, de acordo com sua posição, facilitar a passagem de uma determinada massa de ar e dificultar a passagem de outra.

No Brasil, por exemplo, as serras no Centro-Sul do país formam uma “passagem” que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a massa tropical atlântica.
Conclusão: O relevo define o clima pela variação de altitude e é o canal das massas de ar que o modificam.

Veremos, a seguir, como a vegetação influencia o clima.
6-Vegetação e clima
O Sol tem grande influência na variação do clima e sua incidência no ambiente depende da vegetação, que pode ou não permitir que os raios solares cheguem na superfície terrestre. Quando a vegetação impede a incidência da penetração dos raios solares na superfície terrestre, o local é mais fresco. Nas regiões desérticas, onde não há vegetação, o calor é intenso, porque a luz do Sol bate direto na superfície da Terra
A presença de florestas, e até mesmo da arborização nos bairros de uma cidade, é fundamental para amenizar a sensação térmica de calor extremo, pois é a vegetação que absorve grande parte da radiação, mantendo a temperatura estável.
A vegetação também cumpre um papel importante na dinâmica climática em relação à umidade do ar, graças ao processo de evapotranspiração, que ocasiona uma maior incidência de chuvas.
Mas, o que é evapotranspiração?
É a união da evaporação da umidade do ambiente com a transpiração da umidade das plantas.
A evaporação é responsável pelo movimento da água para o ar a partir de fontes como o solo, lagos, córregos, rios e mares. A água recebe calor solar e aquece até que atinge seu ponto de ebulição. A partir daí, o calor não eleva mais a temperatura da água, ele age como calor latente de vaporização e converte a água do estado líquido para o gasoso. Este vapor d’água, se liberta do líquido e passa a compor a atmosfera, situando-se nas camadas mais próximas da superfície.
A transpiração representa o movimento da água dentro de uma planta, e a consequente perda da mesma para a atmosfera. As plantas, para desempenhar suas necessidades fisiológicas, retiram a água do solo através de suas raízes, retêm uma pequena fração e liberam o restante através de microscópicas válvulas presentes nas superfícies das folhas (os estômatos), sob forma de vapor d’água.
Conclusão: A temperatura do ar é maior nas regiões sem vegetação e menor nas regiões com muita vegetação e as chuvas, são mais intensas nas regiões com vegetação, por causa da evapotranspiração.
As florestas equatoriais têm um regime de temperatura diferenciado, elas são quentes, porque ficam na linha do Equador, mas são úmidas, porque nestas regiões chove muito. Como exemplo de floresta equatorial temos a Floresta Amazônica.

Veremos, a seguir, como a maritimidade influencia o clima.
7-Maritimidade e clima
Maritimidade é tudo o que está relacionado ao mar, assim o calor e a umidade que vêm do mar têm a ver com maritimidade. Maritimidade é a capacidade das águas oceânicas de conservar calor por um período maior que as áreas continentais, e influencia diretamente no clima das regiões costeiras.
Regiões próximas às grandes massas de água (oceanos e mares) são influenciadas pela maritimidade, porque quanto mais próxima uma região está do oceano, maior será a umidade do ar e o índice pluviométrico e menor a variação de temperatura diária. Esta variação também é menor entre o verão e o inverno.
A retenção de calor nas águas oceânicas atinge grandes profundidades. Tal fato faz com que as temperaturas permaneçam altas, uma vez que o processo de resfriamento do calor retido no período diurno acontece de forma lenta, a amplitude térmica nas regiões próximas do mar é menor, a temperatura da noite não é muito menor do que a temperatura do dia.
Isto acontece porque as grandes massas de água retêm mais o calor dos raios solares, o absorvem rapidamente, portanto, se aquecendo muito rapidamente. A água tem boa absorção dos raios solares e por isso atinge grandes profundidades, portanto, se resfria muito lentamente. Isto faz com que as temperaturas permaneçam altas mesmo à noite o que acaba influindo no clima das regiões costeiras, fazendo com que a temperatura do ar durante o dia é à noite não varie e, que a temperatura anual seja estável, não variando muito entre o verão e o inverno.
Conclusão: A temperatura do ar é alta e constante nas proximidades do mar, porque a água é boa condutora de calor, mantendo um clima estável nas proximidades do oceano.

Agora é a vez da continentalidade.
8-Continentalidade e clima
Continentalidade é tudo o que está relacionado ao continente, assim a temperatura e a umidade no continente têm a ver com continentalidade. Continentalidade é a incapacidade do solo de conservar calor por um período igual às áreas marítimas, porque demora para absorver os raios solares e resfria muito rapidamente, o que influencia diretamente no clima das regiões continentais.
A superfície terrestre retém menos o calor porque demora para absorver os raios solares, portanto demora para se aquecer e resfria muito rapidamente. O solo é mau condutor de calor.
Longe do mar, durante a noite, todo o calor absorvido durante o dia é perdido muito rapidamente, então, as temperaturas noturnas são mais baixas que as diurnas, a amplitude térmica é grande.
A temperatura anual também recebe esta influência, portanto o verão e o inverno sofrem uma grande variação.
Conclusão: A temperatura do ar é variável no interior dos continentes, porque o solo demora para absorver o calor do Sol e resfria muito rapidamente.

Veremos, a seguir, como as correntes marítimas influenciam o clima.
9-Correntes marítimas ou oceânicas e clima
As correntes marítimas são as águas oceânicas em movimento e existem devido à circulação dos ventos na superfície e por causa do movimento de rotação da Terra.
Mais de metade do calor transportado à volta do planeta é realizado pelas correntes marítimas, que, por esse motivo, representam a parte mais importante do sistema de controle do clima terrestre.
Elas podem acumular uma grande quantidade de calor e passá-lo para as terras por onde passa e para as massas de ar que a elas se sobrepõem.
As correntes marítimas não são todas iguais, mas quando são do mesmo tipo têm as mesmas características físicas como temperatura, salinidade, cor, direção, densidade.
A direção das correntes varia de acordo com a localidade em que estão.
As correntes do hemisfério Norte parecem correr em sentido horário e as do hemisfério Sul, ao contrário, parecem correr no sentido anti-horário, porque são influenciadas pela ilusão de ótica vista dos polos.
No equador, por este ser equidistante dos polos, o efeito é imperceptível, ou seja, não se observa a deflexão dos objetos em movimento.
As correntes quentes formam-se na zona intertropical, próxima à Linha do Equador, e movimentam-se em direção às zonas polares. As correntes frias formam-se nas zonas polares e movimentam-se em direção à região equatorial.
As principais correntes marítimas são as de Humboldt, do Golfo, do Brasil, do Labrador, Norte-Atlântica, das Guianas, Falklands, entre outras.
Conclusão: As correntes marítimas quentes fazem o clima mais quente e as correntes frias fazem o clima mais frio.

Veremos, a seguir, como a umidade do ar influencia o clima.
10-Umidade do ar e clima
Umidade do ar é o nome dado ao vapor de água existente na atmosfera, que varia conforme a temperatura e a pressão do clima.
Trata-se de um dos mais relevantes elementos que atuam na atmosfera, pois a sua presença em maior ou menor grau influencia nas temperaturas, no regime de chuvas, na sensação térmica e até mesmo na nossa saúde.
É importante saber que ao mesmo tempo em que a umidade do ar age sobre o clima, ela é determinada por vários elementos, como a maritimidade, a continentalidade, a movimentação das massas de ar, a maior ou menor incidência de chuva e a vegetação.
A beira do mar, em razão do elevado índice de evaporação das águas oceânicas, a umidade do ar tende a ser maior. Já em regiões continentais, interioranas, o ar tende a ficar mais seco, a não ser que outro fator modifique esse cenário.
Outro fenômeno responsável pela variação da umidade do ar é a movimentação das massas de ar. Se as massas de ar estão carregadas de umidade, a tendência é aumentar os índices de chuva na região afetada, enquanto massas de ar seco tendem a conservar o ambiente igualmente sem umidade. Aí vem a ação da quantidade de chuva, quanto maior for o índice pluviométrico, maior é a umidade do ar.
A vegetação, em alguns casos, também interfere na presença de umidade. A Floresta Amazônica, por exemplo, emite uma grande quantidade de água para a atmosfera através da evapotranspiração — uma espécie de “bombeamento” da água da superfície e também do solo para o ar. Com isso, essa região tende a apresentar índices de umidade maiores durante o ano, ao mesmo tempo em que a floresta também é responsável pela geração de umidade para outras regiões, uma vez que todo esse vapor d’água gerado é deslocado para outras áreas do país.
Visto as causas que geram a umidade do ar, vamos ver as reações que ela causa. Os efeitos da umidade sobre o clima são sentidos tanto nas temperaturas quanto no regime de chuvas. A água, em razão de seu calor específico, tende a conservar por mais tempo as temperaturas, fazendo com que haja uma menor variação delas, ou seja, a amplitude térmica (diferença entre a maior e a menor temperatura) é menor quanto maior for a umidade do ar. Além disso, em regiões mais úmidas ou que estejam mais afetadas pela umidade, o regime de chuvas tende a ser maior, pois a saturação do ar que provoca a condensação é mais frequente.
Há também os efeitos da umidade sobre a sensação térmica, pois quanto mais úmido for o ambiente, maiores serão os efeitos da temperatura sobre nós. Onde estiver fazendo calor, se a umidade aumentar, aumentará o “abafamento”, fazendo com que a sensação térmica seja bem superior à temperatura real do ar. Por outro lado, se está fazendo frio e a umidade é acentuada, os efeitos do frio tendem a ser maiores, diminuindo ainda mais a sensação térmica. O ideal, para muitos, é o frio seco e o calor seco, embora seja importante que os níveis de umidade não sejam extremamente baixos.
Por fim, citam-se os efeitos da umidade sobre a nossa saúde. Quando está mais úmido, transpiramos mais na forma líquida, pois a água do nosso corpo tem mais dificuldade para evaporar. Por outro lado, se o ar está mais seco, também encontramos problemas, pois a respiração é menos lubrificada, o que pode gerar até o sangramento nasal.
O teor de vapor d’água na atmosfera varia de 0 a 4% do volume de ar. Isso quer dizer que numa dada massa de ar, o máximo de vapor d’água que ela pode reter é 4% de seu volume.
Caso a umidade corresponda a 0% do volume de ar, dizemos que o ar está seco; no caso de a umidade corresponder a um valor entre 0% e 4% do volume de ar, dizemos que o ar é úmido e, finalmente, caso a umidade corresponda a 4% do volume de ar, dizemos que ele está saturado.
Quando o ar está saturado (cheio) de umidade ele provoca alterações na atmosfera, fazendo surgir os nevoeiros, a neblina, o orvalho, a geada, a chuva, a cerração.
Conclusão: A umidade do ar é ao mesmo tempo agente e reagente dentro do sistema climático, pois sofre influências externas e age sobre o ambiente.

