Egito

Egito, dádiva do Nilo

Egito, uma dádiva do Nilo

Assim se referiu Heródoto, um grande historiador grego do século V a.C., ao conhecer o rio Nilo.

Este país tem uma história muito longa e interessante. Ele foi uma das primeiras civilizações do mundo e com certeza a mais importante da antiguidade oriental.

Sua história começa mais ou menos no ano 3.200 a.C. e, como nós estamos no ano 2020, a história do Egito tem, mais ou menos, 5.620 anos.

Antes de falar da sua civilização vamos falar de seu povo.

Por volta de 5000 a.C. havia no nordeste da África, agrupamentos humanos que viviam da caça, pesca, agricultura e pecuária. Eles viviam entre dois imensos desertos, num vale estreito e fértil através do qual corre o Rio Nilo, onde se estabeleceram, vindos dos desertos, por que as enchentes do rio fertilizavam suas terras.

Estes grupos familiares eram clãs que adotavam um animal como entidade protetora, o totem, e viviam em aglomerações urbanas, chamadas spats.

Aos poucos estes clãs aprenderam a lidar com as enchentes, que deixavam o húmus que fertilizava a terra.

Os clãs construíam diques que se comunicavam uns com os outros, e esta união de trabalho acabou promovendo a união dos clãs, que formando aldeias passaram a se chamar nomos, governados pelos nomarcas.

Com o tempo estes nomos se agruparam formando dois reinos, do Alto e do Baixo Egito, governados cada uma, por um soberano.

Foi o nomarca do Alto Egito, Menés, que promoveu a unificação dos dois reinos, evento que marca o início da civilização egípcia.

Agora vamos falar de sua localização e estilo de vida.

O Egito localiza-se na África, próximo da parte da Ásia chamada Oriente Próximo. Formava com os povos da Mesopotâmia o Crescente Fértil, por causa da fertilidade de suas terras em um local de terras arenosas e desérticas.

Fica no maior deserto do mundo, o Saara, portanto numa região muito pobre, mas tem o segundo maior rio do mundo, o Rio Nilo, que fertiliza as terras de suas margens.

É graças ao Nilo e ao trabalho de seu povo, que o Egito foi o país mais rico e civilizado do mundo, no passado. Sim, foram os egípcios a civilização mais importante do Oriente, na Idade Antiga.

Rio Nilo

Durante os meses de junho a novembro, o rio Nilo enche e alaga as suas margens por uma larga extensão de terra. Quando ele esvaziava, deixa a terra molhada e coberta de húmus (matéria orgânica em decomposição), que fertiliza a terra.

O povo plantava nessas margens e sua colheita era muito farta, tornando o Egito um país rico, apesar de ficar em um deserto.

Além de fertilizar a terra, fornecer água e servir para pescar, o Nilo servia como meio de transporte de mercadorias e pessoas.

Cultivavam, principalmente, o linho (até hoje o linho egípcio é famoso) e o algodão para fabricar roupas, além de trigo, cevada, gergelim, legumes e frutas para alimentação e azeitona (oliveiras), para fazer óleo.

As pessoas construíam suas casas às margens do rio, formando comunidades administradas por um patriarca. Como estas comunidades eram atacadas por outros povos, os patriarcas resolveram unir suas comunidades, formando comunidades maiores e mais fortes, a que chamavam nomos, aqueles nomos que estavam se unindo por causa da irrigação.

A maior parte da população morava em pequenas cabanas feitas de barro e madeira e cobertas de junco. Elas eram construídas distantes da margem do rio por causa das enchentes.

O clima no Egito é típico de clima de deserto, muito quente durante o dia e frio durante a noite. As casas serviam para proteger do frio durante a noite, mas também de tempestades de areia, que são muito comuns no deserto.

Devido ao calor, durante o dia, as pessoas procuravam elevações, que são comuns no deserto, para tomar o ar fresco.

As casas de camponeses eram simples, com uma única divisão e quase sem móveis. Tinham, apenas, esteiras para sentar e dormir, alguns utensílios de cozinha e vasos para água. Comiam com as mãos, porque ainda não tinham inventado o talher. Esta classe social só comia frutas e carnes nas festividades.

Os artesões moravam em casas melhores, porém mais simples que as dos ricos, que eram feitas de tijolos de barro secado ao sol, mobiliadas e bem decoradas.

Os ricos tinham camas, mesas e cadeiras, e os bancos de madeira ou pedra.

Casas e móveis do antigo Egito

Esta classe social se alimentava bem, comia pão, cebola, alho, rabanete, pepino, lentilhas favas e, às vezes, peixe. Mas ainda, comiam frutas, queijos e carnes de animais domésticos e selvagens. Bebiam uma cerveja não fermentada.

Alimentos no antigo Egito

Para navegar eles construíram embarcações feitas de feixes de papiro atados, por isso eram muito frágeis. Para pescar, trabalhavam em grupos que usavam redes.

A pesca dos nobres, feita com lanças, era para diversão e não para comercialização.

Embarcação do antigo Egito

As roupas eram diferentes para pobres e ricos.

Os homens camponeses e artesãos vestiam apenas um pedaço de tecido, como se fosse uma tanga em volta da cintura e as mulheres usavam uma longa túnica.

Os ricos usavam trajes mais requintados; os homens nobres usavam saiotes pregueados em vez de tanga e as mulheres vestidos bordados com contas.

Os meninos ficavam nus até os cinco anos.

Vestimentas do antigo Egito

Os egípcios gostavam de se enfeitar, principalmente com joias, que eram de ouro, prata, pedras semipreciosas, contas de vidro ou conchas e pequenas pedras coloridas polidas. Os grandes homens e mulheres usavam perucas. 

Jóias do antigo Egito

Os esportes mais populares do Egito eram a luta e a natação, mas, também, gostavam de formar equipes para competir no rio, procurando derrubar o adversário na água.

Apreciavam os jogos de tabuleiro, semelhantes ao xadrez e à dama.

Os jovens nobres costumavam sair em carros puxados por cavalos para ir ao rio pescar, nadar, apanhar aves e caçar crocodilos e hipopótamos.

A sociedade egípcia era dividida em camadas, sendo o faraó a autoridade máxima, era a pessoa de maior importância, sendo considerado um deus; a pessoa de menor importância era o escravo.

Ao lado do faraó e sua família ficava o vizir, que tinha o maior cargo da corte, seguido dos sacerdotes e dos escribas. O vizir era o administrador jurídico e financeiro, era uma espécie de primeiro ministro.

Os sacerdotes eram uma classe privilegiada, pois se ocupavam dos serviços religiosos.

Aos escribas cabia se ocupar da escrita e da leitura, sendo importantes personagens, pois os egípcios davam valor ao conhecimento.

Os militares tornaram-se importantes após a expulsão dos hicsos, povo que tinha dominado o Egito por algum tempo.

Faziam parte ainda da sociedade egípcia os artesãos, comerciantes, camponeses e escravos. Estes eram em pequeno número e eram prisioneiros de guerra.

Pirâmide social do ntigo Egito

Agora, que já conhecemos as características do povo egípcio, vamos conhecer a sua história.

Já vimos que estes grupos de homens viviam às margens do rio Nilo e formavam comunidades que eram administradas por um patriarca, o mais velho e mais sábio da comunidade. Por causa dos diques para irrigação e para se proteger de ataques de outros povos, as comunidades se unificaram e formaram grandes comunidades chamadas nomos, que eram dirigidas por um nomarca (uma espécie de rei).

Assim foram formados dois grandes nomos, o nomo do Alto Egito e o nomo do Baixo Egito, no período que é conhecido como pré-dinástico.

Observação: a referência de datas tem muitas variações, dependendo dos historiadores, por isso pode haver divergências entre estas datas e a de outros artigos, mas esta divergência é de alguns anos. O mesmo acontece com os nomes próprios,

Por volta de 3.100 a.C., Menés, ou Namer, nomarca do Alto Egito, dominou 42 nomos do Baixo Egito e deu início ao império do Egito, representado pela flor de lótus e o papiro.

Menés foi o primeiro faraó e é considerado o fundador da primeira dinastia dos reis do Egito, chamados faraós, dando início ao período dinástico.

Formação do reino do Egito

Começa aí a história do Egito, que é dividida em três fases: Antigo, Médio e Novo Império, a fase do apogeu do Egito.

O Antigo Império conta as mais antigas tradições egípcias, tendo iniciado por volta de 3200 a.C. e finalizado em 2160 a.C..

Seu fundador foi Menés ou Namer, também fundador da primeira dinastia egípcia, quando os soberanos egípcios passaram a se chamar faraós, a dinastia se chamou tinita e sua primeira capital foi Tinis.

Os faraós eram considerados deuses, por isso tinham poder absoluto. Eram os proprietários de todas as terras e produtos agrícolas.

Durante o Império Antigo, se desenvolveu uma administração centralizada com ótimos resultados na produtividade agrícola e no campo da arquitetura, tecnologia e artes. Os faraós, centralizadores do poder, tinham como auxiliares os nomarcas, que governavam os nomos e os vizires, que cuidavam da arrecadação de impostos, dos projetos de irrigação, dos projetos de construção e da manutenção da ordem e da paz, promovendo a justiça. Também contavam com os escribas, pessoas letradas que faziam os registros escritos e os sacerdotes, que oficiavam as cerimônias religiosas. Estes funcionários formavam a nobreza egípcia.

Os demais cidadãos eram os camponeses. Havia também os escravos, que eram os povos aprisionados nas guerras.

Os faraós faziam concessões de terras para seus cultos funerários e templos locais, de forma a garantir que estas instituições teriam recursos necessários à adoração do faraó após a sua morte.

Durante esta fase foram construídas as pirâmides, túmulos onde seriam enterrados os faraós e as pessoas importantes, das quais as principais foram as de Quéops, Quéfren e Miquerinos, no vale de Gizé.

Pirâmides na Planície de Gizé

Ao lado delas foi construída a Esfinge, uma criatura mítica com cabeça humana e corpo de leão, arquitetura monumental de 200 por 74 metros.

Diz a história que a cabeça da Esfinge retrata a cabeça do faraó Quefrén e representava o deus sol Atun Rá.

Diz a lenda que Tutmés IV, por volta do ano 1400 a.C., repousou ao lado da Esfinge e sonhou com o deus do Sol pedindo que retirasse a areia que cobria. Em troca seria feito um grande faraó. Esta lenda está escrita em uma placa colocada entre os dedos da pata do leão.

A Esfinge

O Antigo Império tinha como limites o Mar Mediterrâneo ao norte, o deserto da Líbia a oeste, o deserto da Arábia a leste e a primeira catarata do rio Nilo ao sul, com a capital em Menfis.

Mapa do Primeiro Império do Egito

Este período foi o apogeu do Primeiro Império, que passou a declinar devido aos gastos enormes para manter a administração, agravado por muitas épocas de seca.

Isto marcou o início de um período de transição, que durou mais de 140 anos de fome e conflitos.

Durante este período, o poder centralizador declinava e os nomarcas começaram a se revoltar e a exigir maior participação no governo, o que fragilizou ainda mais o poder do faraó, que foi derrotado pelos senhores de Tebas, que assumiram o poder e transferiram a capital para Tebas (atual Luxor).

Começa o Médio Império, também chamado de Período da Reunificação, que foi de 2100 a.C. a 1580 a.C., quando começa a reunificação do Egito sob o governo de Mentuotepe II.

Mais uma vez foi o Nilo que salvou a civilização egípcia, pois foram as cheias mais vigorosas, neste período, que trouxeram prosperidade ao país, determinando a estabilização do governo.

A necessidade de aproveitar as cheias fez com que todos se unissem para melhorar o sistema de irrigação, tendo sido construído um reservatório no lago Méris, para receber as águas do Nilo na época das inundações. Mais uma vez a união por causa dos diques criou a união política do povo, o governo se estabilizou com a presença forte do faraó que reconquistou o poder político.

Depois de mais de três séculos de prosperidade, veio a desunião do povo e a fragilização dos faraós, o Egito foi invadido por um povo nômade, os hicsos, que com seus reis pastores dominaram a região por longos anos. Muitos membros da elite, interessados em desafiar o poder do faraó, permitiram que este povo estrangeiro adentrasse o território.

Enquanto os nomarcas e o faraó brigavam entre si, os hicsos iam preparando o terreno para dominar o Egito. Empreenderam o desenvolvimento da economia e de armas e cavalos de guerra, formando um grande exército. Com esta força, não tiveram dificuldades em dominar os egípcios que controlavam a região do delta do Nilo, no Baixo Egito.

Foi a primeira dinastia estrangeira a governar o Egito, que governou a partir de Avaris.

Enquanto isso, a dinastia dos faraós governava a partir de Tebas, no Alto Egito, controlando o sul do império.

A paz reinou entre os dois governos, durante quase um século, porém, quando os hicsos tentaram legitimar sua posse adotando os costumes e tradições dos egípcios e estes se revoltaram com a perda de seus ricos domínios, o embate começou.
No governo do faraó Amosis I começaram os conflitos contra os hicsos, que contavam com a ajuda dos núbios, povo que vivia no sul do Egito. Assim, os egípcios tiveram que enfrentar os hicsos ao norte e os núbios ao sul, mas acabaram vencendo e reunificando o império Egito.

Começa o Novo Império, em 1580, com capital em Tebas. Foi a época do apogeu do Egito.

No Novo Império, o Egito teve três capitais: Tebas, Pi-Ramsés e Mênfis.

É desta época a construção de grandes tumbas no Vale dos Reis, diferentes das pirâmides de Gizé, mas com a mesma finalidade, servir de tumba para os faraós.

O vale se localiza na margem oeste do Rio Nilo, oposto a Tebas no centro da Necrópole de Tebas.

Vale dos Reis, no Egito

Convém ressaltar, que foi neste período que os hebreus, liderados por Moisés, fugiram do Egito.

O fundador da grandeza do império e grande conquistador foi Tutmés III. As presas de guerra, os tributos e as expedições trouxeram riquezas incalculáveis para o vale do Nilo.

Com estas riquezas foram erguidos monumentos gigantescos, cujas ruínas ainda hoje se veem em Luxor e Karnac.

Foi um período de militarização do Egito, que realizou várias guerras de conquista, como sírios, fenícios, cananeus, hititas e assírios, a quem obrigavam pagar pesados impostos. O Egito se tornou um grande império, cujas fronteiras chegaram até a Ásia.

Novo império do Egito

Os principais faraós do Novo Império foram: Amósis I, Tutmés III, Amenófis IV, Tutancâmon e Ramsés II. Com o fim do governo de Ramsés II começa o declínio do Novo Império, com o empobrecimento interno e invasões estrangeiras.

Mas, foram principalmente as disputas políticas entre os faraós e os sacerdotes que enfraqueceram politicamente a nação. Por volta de 1100 a.C., o império foi dividido e voltou a ser o Alto e o Baixo Egito. Isto facilitou a invasão dos assírios, que sob a liderança de Assurpanibal dominou o que restava da glória do Egito.

Mais tarde foram dominados pelos persas, seguidos dos gregos e dos romanos.

Termina assim a civilização egípcia, que durou mais de 30 séculos.

A história do Egito só pode ser conhecida depois da descoberta, em Roseta, de uma pedra onde havia inscrições em três línguas, grega, egípcia popular e hieróglifos (escrita sagrada). Como o grego era uma língua então bem conhecida, a pedra serviu como chave para a decifração dos hieróglifos por Jean-François Champollion, em 1822, e por Thomas Young em 1823.

A pedra foi encontrada no Egito, em 1799, por soldados do exército de Napoleão Bonaparte, enquanto conduziam um grupo de trabalho de engenheiros para o Forte Julien, próximo a Roseta, cerca de 56 km ao leste de Alexandria. Com a derrota do exército frances, a pedra foi cedida às autoridades militares britânicas e depositada no Museu Britânico, onde se encontra até aos nossos dias.

Cultura, política e religião

A cultura egípcia foi muito rica.

A literatura foi rica em manuscritos épicos, e tratados de religião e moral.

As ciências eram cultivadas pelos sacerdotes, que observavam os astros e conheciam algo sobre medicina, física e matemática.

A arquitetura foi seu ponto alto.

Seus monumentos, templos, pirâmides, túmulos e estátuas tinham proporções gigantescas.

Os mais belos templos foram os de Luxor e Karnac e os monumentos mais notáveis foram as pirâmides e a esfinge.

Fabulosa arquitetura do antigo Egito

A pintura tinha um colorido vivo.

Trabalhavam o ouro, a prata, o bronze, o marfim e o vidro, fazendo obras admiráveis, eram primorosos ourives.

O governo do Egito era absoluto; o faraó acumulava funções militares, sacerdotais, jurídicas e administrativas, era o filho dos deuses e tido como deus.

A sociedade era dividida em classes sociais: sacerdotes, escribas, militares e plebeus.

Havia uma classe inferior, os felás, que eram os camponeses.

A família era muito respeitada e a mulher era mais considerada que nas outras civilizações.

No período anterior á formação dos reinos, cada nomo tinha um totem e honravam animais sagrados como a cobra, o gato, o crocodilo, a íbis, o boi branco (Ápis) e o falcão (hórus), entre outros.

Após a unificação dos reinos passaram a adorar inúmeros deuses que tinham forma humana com cabeça de animal: Anúbis, guarda dos túmulos e do além tinha cabeça de chacal, Tot, deus da sabedoria e escriba do Além tinha cabeça de íbis, Sekmet, deusa das batalhas a cabeça de leoa, Hator, deusa do amor e da fecundidade, cabeça de vaca.

Os principais deuses egípcios eram:

Ra-Atum, ou Rá era o deus principal. Era responsável pela criação do mundo e representado pelo Sol. Os egípcios acreditavam que o faraó era a reencarnação de Rá. 

Set, deus do caos, da escuridão e das guerras. Era considerado o grande inimigo de Osíris.

Osíris deus dos mortos, da vegetação e da fecundidade, era representado pelo rio Nilo. Era Osíris que buscava as almas dos mortos para serem julgadas em seu Tribunal.

Nephthys, deusa da morte e das trevas. Era irmã de Isis.

Isis, deusa das água e das sementes. O rio Nilo teria nascido de suas lágrimas, vertidas quando Osíris, seu marido, morreu.

Hórus, deus da família e dos faraós, era filho de Osíris e Isis. Lutou contra o deus Set pelo trono dos deuses, mas seu pai Osiris o aclamou líder supremo dos deuses.

Thoth, deus da Lua, da sabedoria, da cura. Por ser patrono dos escribas, lhe é atribuída a inserção dos hieróglifos no Egito.

Bastet, deusa da sexualidade, da fertilidade e do parto. Era filha de Rá. Tinha a forma de um gato, animal adorado no Egito.

Anúbis, deus dos moribundos, guiava e conduzia a alma dos mortos para o mundo dos mortos.

Sekhmeth, deusa da guerra, do sol, das doenças e da cura. Filha de Rá, refletia o aspecto destrutivo do Sol.

Nut, deusa do céu. Era a mãe de Rá, a quem ela engolia todos os dias, formando a noite e fazendo-o renascer a cada manhã, formando o dia.

Deuses do antigo egito

Com o passar do tempo o universo mitológico tornou-se muito confuso e muitas divindades fundiram-se numa só, o deus-sol, que teve vários nomes: Amon, Ra e Aton.

Acreditavam na ressurreição do corpo, o que levou à mumificação dos corpos para que o espírito voltasse ao corpo se este estivesse conservado. Estes corpos mumificados eram depositados nos sarcófagos e sepultados em túmulos de pedra, as pirâmides.

Isto acontecia porque os egípcios acreditavam que após a morte a alma seria julgada por Osíris e voltaria à vida no reino deste deus, se não houvesse um corpo conservado a alma ficaria no reino de Amon-Rá.

A civilização egípcia foi a mais importante da Idade Antiga.

Continuamos acompanhando, através da geografia, marcando no mapa mundi o aparecimento de cada uma. Aparece o Egito

Abaixo, o mapa com a localização destes primeiros povos, sumérios, acádios, babilônicos, hititas, assírios, caldeus e hebreus e agora os egípcios.

Mapa com a localização das civilizações antigas – Egito