Primeiras civilizações mediterrâneas

Mediterrâneo e Ásia Menor

Na região do Mediterrâneo também se desenvolveram civilizações importantes na época, foram as civilizações minoica e micênica, localizadas na ilha de Creta e na região de Micenas, onde é hoje a Grécia, na Europa; a civilização cartaginesa, na ilha de Cartago, na atual Tunísia, na África, a civilização fenícia, na Fenícia, onde é hoje o Líbano, na Ásia e a Anatólia, na atual Turquia, também na Ásia.

Os povos das civilizações minoica, micênica, fenícia e cartaginesa se dedicavam ao comércio marítimo. A civilização da Anatólia foi uma das primeiras do mundo, que se desenvolveu ao mesmo tempo que as civilizações da Mesopotâmia.

Pontos onde se desenvolveram as primeiras civilizações no Mar Mediterrâneo

Anatólia

Há, no continente asiático, uma península, a Ásia Menor, onde se desenvolveu uma civilização mediterrânea, a da Anatólia (outro nome da Ásia Menor).

Fica na parte ocidental da Ásia entre o Mar Negro e o Mar Egeu, que é um braço do Mar Mediterrâneo. A leste estende-se além do rio Eufrates, chegando ao local onde se desenvolveram as civilizações da Mesopotâmia. Corresponde hoje à porção asiática da atual Turquia.

Foi um dos primeiros lugares a ser civilizado. Pode ter sido lá que os povos antigos aprenderam o uso do ferro.

Localização da Anatólia

O nome deriva do grego Anatolē, que significa “brilho do sol” ou “leste”. A forma turca Anadolu deriva da versão grega original e é frequentemente associada com ana (“mãe”) por etimologia popular.

Por volta do ano 10.000 a.C., um povo desconhecido se assentou em um local, na Anatólia, perto de Çatal Hüyük, um vilarejo que junto com Jericó foram as primeiras vilas do mundo. Estes vilarejos foram anteriores às civilizações da Mesopotâmia, mas só se tornaram uma civilização após terem sido dominadas pela civilização hitita, que os dominou durante séculos, até que com a decadência do Império Hitita a região foi invadida pelos frígios, depois pelos assírios e mais tarde pelos lídios.

Sem bases políticas seguras, e sobretudo por causa das invasões dos Celtas Gálatas, a Anatólia sucumbiu à anarquia, e a região foi desmembrada em vários reinos helenísticos.

Supõe-se que seja na Anatólia que tenha acontecido o fato bíblico da Arca de Noé, porque sobre o Monte Ararat foram encontrados, por arqueólogos, vestígios da arca.

Civilização minoica ou cretense

A civilização minoica floresceu na ilha de Creta, que fica no mar Egeu, um braço do Mar Mediterrâneo, e se espalhou por toda a região deste mar.

O nome desta civilização se deve ao mitológico rei Minos (filho de Júpiter e Europa), da cidade de Cnossos, capital da ilha.

Foi nesta ilha que se desenvolveu a lenda do Minotauro, que também tem este nome por causa do rei Minos e por ter cabeça de touro, Minotauro pode ser traduzido por touro de Minos.

A posição da ilha, entre três continentes, Europa, Ásia e África, fez com que ali florescesse uma bela civilização, influenciada pelos costumes destas três vertentes.

Localização da ilha de Creta

Desde 6000 a.C. povos neolíticos ali se estabeleceram, provavelmente vindos do oriente, conforme evidências na arquitetura, semelhantes às do Egito e Oriente Médio, construída com tijolos queimados sobre fundação de pedra e cobertura de barro.

Eles se dedicavam à criação de bois e cabras e cultivavam trigo e lentilhas nos vales férteis da ilha.

Por volta de 3800 a.C. substituíram o uso de pedras nos utensílios, pelo cobre, quando começa a Idade dos Metais.

Por volta de 3.000 a.C., toda a ilha estava tomada por esta cultura, conforme descobertas arqueológicas, pois as informações históricas são muito poucas.

A escrita minoica era muito complicada, composta por quatro tipos diversos: a escrita do Disco de Festo (cidade onde foi encontrada), a dos hieróglifos, a escrita linear A e a escrita linear B e foi em grande parte destruída.

Sabe-se que os cretenses eram agricultores, criadores de bois e ovelhas, pescadores, mas sobretudo navegantes. Construíam seus barcos com madeira dos bosques e aprenderam a navegar orientando-se pelo Sol e pelas estrelas.

Levavam para os portos estrangeiros, óleo, vinho, trigo e artesanato e traziam de lá barras de estanho, cobre e bronze para serem trabalhados em suas oficinas de artesanato e ourivesaria.

Foram, durante séculos, os reis do Mediterrâneo.

Chegaram, assim até a Grécia, sul da Itália e costas do Líbano. Por volta do ano 2.000 a.C. já tinham expandindo sua área de comércio às ilhas vizinhas do Mar Egeu, à ilha de Chipre e à Síria, de onde traziam metais para fazer artesanatos. Do Egito, aonde tinham chegado, também, traziam marfim e perfumes. Levavam para os portos estrangeiros, óleo, vinho, trigo e artesanato e traziam de lá barras de estanho, cobre e bronze para serem trabalhados em suas oficinas de artesanato e ourivesaria. Foram, durante séculos, os reis do Mediterrâneo.

Esta forma de domínio sobre os mares é chamada de talassocracia.

Com a febre dos metais iniciou-se o apogeu de Creta, pois embora não tivessem minérios tinham barcos para transportá-los.

Por volta de 1450 a.C. os aqueus, vindos de Micenas, invadiram e dominaram a ilha. Esta conquista pode ser conhecida nas narrativas sobre a guerra de Troia. Em 1200 a.C. chegaram os dórios, povo guerreiro que dominou a região, até que uma catástrofe, uma rebelião ou um terremoto, não se sabe, destruíram Cnossos e as outras cidades.

Cultura, política e religião

Como já vimos, pouco se sabe da cultura cretense ou minoica porque sua escrita foi decifrada apenas em parte por ser muito complicada, com pelo menos quatro tipos diversos: a escrita do Disco de Festo (cidade onde foi encontrada), a dos hieróglifos, a escrita linear A e a escrita linear B, mas, apesar de pouco se saber, se sabe que ela marcou época como uma das primeiras civilizações do mundo e que tem uma história interessante.

Sabe-se que eram excelentes ourives e artesãos, pelos objetos encontrados.

A capital da ilha era Cnossos, sede de uma monarquia centralizada com grande desenvolvimento da organização do estado.

Seus governantes tinham como insígnia o machado de duas lâminas – labris – que ao lado da flor de lis, foi o símbolo mais comum da monarquia, por toda a história.

Minos, o nome do rei mitológico, pode ser sido um título, como faraó para os egípcios.

A religião cretense não tinha, como as da Mesopotâmia e do Egito, grandes construções religiosas, mas foi um traço forte na vida dos cretenses. Cultuavam os fenômenos da natureza, esfinges, grifos, gênios alados e homens e mulheres com cabeça de animal. Parece que o touro era a encarnação de uma energia vital, mas a grande insistência em representações femininas com quadris e seios abundantes, e a presença constante da árvore mãe, indicam que a divindade predominante era a Grande Mãe, deusa da terra e da fecundidade, uma divindade feminina que governava o Universo e representava a fecundidade. Tal crença contribuiu para que a mulher tivesse acesso às mesmas atividades masculinas, não sofrendo discriminações ou restrições.

Deusa Mãe ou deusa da Fecundidade, a grande divindade de Creta

Segundo a mitologia, havia no palácio de Cnossos um labirinto onde se escondia o Minotauro, ser metade homem e metade touro, a quem se sacrificavam anualmente sete moças e sete rapazes. Muitos heróis tentaram matar o monstro, mas se perdiam no labirinto.

Teseu, um herói da Ática (região da Grécia) conseguiu penetrar no labirinto, matar a fera e sair do labirinto. Isto foi possível graças a Ariadne, filha do rei Minos, que se apaixonou por ele e lhe deu um fio, que ele arrastaria por onde caminhasse. Após matar o Minotauro, seguindo o fio, conseguiu encontrar a saída.

Minotauro, o monstro de Creta

Civilização micênica

Existe na Grécia uma região chamada Argólida, onde se desenvolveu uma civilização, que foi chamada de civilização micênica, formada por um povo indo-europeu que ali chegou por volta do ano 2.000 a.C., os aqueus, que fundaram Micenas (de onde vem o nome da civilização), Tirinto e Argos. A civilização se chamou micênica por causa da principal cidade da região onde ela se desenvolveu, mas a história é de um povo chamado aqueu.

Eles se dirigiram para a península do Peloponeso, onde fica a Argólida, atraídos por boas terras de cultivo, mas acabaram se tornando grandes navegantes, que exerceram a hegemonia não só sobre a Grécia, mas também sobre as ilhas do mar Egeu. Muito contribuiu para isso o contato com os cretenses, com quem aprenderam a arte de navegar, e se tornaram seus continuadores na expansão marítima, tendo com sua tendência para o comércio dominaram economicamente o Mediterrâneo Oriental. Representa a primeira civilização avançada na Grécia continental, com seus estados palacianos, organização urbana, obras de arte e sistema de escrita. Inovaram na engenharia, arquitetura e infraestrutura militar.

Não se sabe ao certo como esta civilização desapareceu, se foi dominada pelos dórios, atividades ligadas aos Povos do Mar (fenícios), desastres naturais ou mudanças climáticas, mas sabe-se que foi uma época de desenvolvimento e cenário de literatura e mitologia antiga, como o Ciclo Épico de Troia.

Da amizade entre os aqueus e cretenses, de quem absorveram a cultura, nasceu a civilização miceno-cretense.

Cultura, política e religião

As cidades de Micenas e Tirinto tornaram-se os focos irradiadores da cultura dos egeus e os primórdios da civilização grega, que ainda tem marcas como na religião, muitos dos seus deuses que são encontrados no Panteão Olímpico e na escrita (Linear B) que é o princípio da escrita grega.

A Grécia micênica era dominada por uma sociedade de elite guerreira e consistia de uma rede de estados centrados no palácio que desenvolvia rígidos sistemas hierárquicos, políticos, sociais e econômicos. Na liderança desta sociedade estava o rei, conhecido como anax. A monarquia era absolutista.

Os aqueus construíam estradas e portos para facilitar o comércio. Usavam bronze, joias, pedras gravadas e cerâmica.

As cidades aqueias eram fortificadas, e os temas de guerra estavam presentes na decoração dos palácios, daí se supor que eram um povo guerreiro.

As gigantescas construções eram chamadas de ciclópicas, pois lendas diziam que elas tinham sido construídas por ciclopes, super-homens que tinham um só olho, no meio da testa.

A porta dos leões – Construção ciclópica

Os aqueus seguiam as mesmas tradições religiosas dos cretenses. Cultuavam os fenômenos da natureza, esfinges, grifos, gênios alados e homens e mulheres com cabeça de animal e a divindade dominante era a Grande Mãe, deusa da terra e da fecundidade, pois a religião era mais matriarcal do que patriarcal, por isso viam as mulheres com igualdade.

Civilização fenícia

A civilização fenícia foi assim chamada porque se refere aos fenícios, povo que vivia ao norte da Palestina, em um território que hoje corresponde ao Líbano, Síria e Israel.

Eram chamados de povo do mar, porque foram grandes mercadores marítimos que dominaram o Mar Mediterrâneo desde a Ásia até Cartago na África. Este domínio não era militar, pois não eram um povo guerreiro, dominaram economicamente, pela navegação e comércio. Não conquistavam nem dominavam os povos pela força, seu domínio era comercial.

Tornaram-se marinheiros porque viviam em uma estreita faixa de terra entre o mar e a montanha, sem possibilidade de aumentar a agricultura.

Suas principais cidades, dentre as vinte e cinco que havia, eram Sidon, Biblos e Tiro, portos de mar por onde faziam o comércio e a navegação.

Biblos, que ficava no Norte, tinha este nome porque importavam o papiro do Egito para fabricar livros (rolos de papiros escritos). Em grego, livro é chamado de biblos.

Sidon era a mais antiga e foi uma importante cidade comercial da região.

Tiro era, maritimamente, muito bem localizada e por isto teve a maior expansão colonial e comercial. Era chamada a Pérola do Oriente.

Construíam suas embarcações com o cedro-do-Líbano e punham-se ao mar transportando tâmaras, púrpura, madeira e objetos de vidro, dos quais eram exímios fabricantes. Iam de porto em porto transportando estas mercadorias e também comprando e vendendo os produtos locais. Sua ascensão aconteceu após a queda de Creta.

O aumento das transações comerciais criou a necessidade de estabelecer um sistema de pesos e medidas constantes, para facilitar a troca de materiais e evitar fraudes. Cada país tinha seus modelos e padrões, que levavam o selo real. Mas a maior inovação foi a criação da moeda.

A princípio as mercadorias eram trocadas entre si, depois criou-se o uso de lingotes ou barras de metal para valer como pagamento nas transações, mas havia uma dificuldade, pois era preciso pesar o metal a cada transação para saber seu valor, o que levou os fenícios a criar objetos com peso pré-determinado, que valessem para qualquer transação.

Então no século VII a.C. surgiu finalmente a moeda, discos de metal, iguais em peso e medida, gravados com seu valor e a imagem do rei de cada país, para garantir seu valor.

Os fenícios tiveram a hegemonia do mar até serem suplantados por Cartago.

Mapa do domínio dos fenícios – Moeda e embarcação

Cultura, religião e política

Preocupados em enriquecer, os fenícios não se interessavam pelas artes. Seus objetos de arte eram cópias dos produtos artísticos de outros povos.

Produziam belos tecidos, utensílios de cobre, bronze, cerâmicas e vidro, porque isto tinha valor comercial. Foram eles que descobriram o meio de fazer o vidro transparente.

Sua cultura era voltada para a navegação e o comércio, eram os maiores da época, nestas áreas.

Sua maior herança cultural foi a criação do alfabeto, como o temos hoje, com a representação dos fonemas e não baseada em símbolos.

Na religião acreditavam que tudo e todos tinham alma, (religião animista), por isso adoravam rochedos, árvores e certas pedras negras, de forma oval e depois passaram a adorar os astros e as forças da natureza. Cada cidade tinha um deus, chamado Baal. Em Tiro adoravam Melcarte, em Biblos, Adonis e em Tiro, Malkereth Baal Tuor. O culto era feito em templos, onde faziam práticas grosseiras e cruéis, sacrificando crianças que lançavam aos braços incandescentes de Baal.

A organização política era de cidades-estados, das quais as principais foram Sidon, dominada pelos filisteus e Tiro, arrasada em 332 a.C. por Alexandre da Macedônia.

As cidades eram governadas por reis, auxiliados por ricos negociantes e proprietários de embarcações, portanto o regime era plutocrata (governo dos ricos).

Como cada cidade tinha seu rei, seu governo próprio e suas leis, elas eram independentes umas das outras, porém eram solidárias entre si e tinham o mesmo objetivo, navegação e comércio. A razão desta independência era a distância entre elas e um relevo montanhoso que dificultava o convívio.

Com suas andanças pelo Mediterrâneo, conquistaram as ilhas de Sicília e Sardenha, fundando colônias fenícias por onde passavam, das quais a principal foi Cartago, no Norte da África.

Cartago

Conta a lenda que Cartago foi fundada por Dido, princesa de Tiro, filha de Mutto, rei da cidade-estado. Mutto, tinha dois filhos, Pigmalião e Dido. Com sua morte eles herdam o reino que passou a ser governado por Pigmalião e o marido de Dido, Sicharbas.

Pigmalião matou Sicharbas, mas Dido não ficou sabendo até que o marido lhe apareceu, em sonhos, contou o acontecido e pediu que ela fuja de Tiro com um tesouro escondido que ele indicou onde estava.

Dido assim o fez, descobriu o tesouro, preparou navios e escravos e convenceu nobres descontentes a acompanha-la. Fizeram escala em Chipre, onde embarcou um sacerdote de Zeus e oitenta virgens para se casarem com os nobres de Tiro. Dido passou a ser chamada de Dido a Errante.

Quando chegaram às costas da África negociaram com os nativos para ocupar terras e, aí Dido mostra que era boa comerciante, como eram todos os fenícios. Os nativos venderam apenas um pedaço de terra que coberto por um couro de boi. Dido, então, cortou o couro de boi em tirinhas e com elas rodeou uma colina de bom tamanho, que foi chamada Byrsa (couro de boi, em grego).

Estava fundada Cartago, uma pequena cidade que seria a capital do mundo mediterrâneo durante séculos.

Assim diz a lenda, mas a história real é outra. Cartago foi fundada, sim, por fenícios, os navegantes que chegaram até a África e ali criaram um entreposto comercial, por volta do século IX a.C.

Quando as outras cidades fenícias localizadas na costa do atual Líbano, entraram em decadência, Cartago começou a crescer em extensão e poder, baseando sua prosperidade no comércio. No século VI A.C. quase toda a costa africana, da Cirenaica a Gibraltar e a península ibérica, rica em metais nobres, estava em poder dos cartagineses. Dominavam, também, as ilhas Baleares, Sardenha, Córsega, Sicília e Malta.

Com todo este domínio se tornou muito rica, pois Cartago, além do comércio, impunha a seus conquistados pesados tributos em troca de proteção militar e econômica. Com o tempo, passou a exercer, também, controle político sobre boa parte do Mediterrâneo, controlando as rotas marítimas deste mar por mais de seiscentos anos.

Cartago teve uma relação comercial com Roma, iniciada em 510 A.C. e rompida em 348 a.C.

Com o seu crescimento, Roma começou a ambicionar a Sicília, o que deu lugar a três grandes guerras entre os dois estados, chamadas Guerras Púnicas.

Após a vitória de Roma, na segunda guerra, Catão, um senador romano, visibilizava a possibilidade de um novo ataque, por isso, no senado, conclamava os romanos a destruírem Cartago. Começava seus discursos dizendo “Delenda Cartago” (destruam Cartago), o que veio a acontecer, sendo Cartago destruída pelo fogo.

Cultura, religião e política

A civilização cartaginesa é fruto de uma mistura dos hábitos e tendências dos fenícios e costumes dos indígenas locais.

Os cartagineses davam mais importância à monogamia e eram mais severos com os assuntos religiosos do que os fenícios orientais.

Politicamente, Cartago era uma talassocracia, governo das gentes do mar, como tinha sido a Fenícia. Possuíam uma constituição que regia as leis, um líder chamado sufete, que era mais ou menos um juiz, não um rei, e um senado constituído por 300 membros, que era quem de fato governava.

A pesar de terem participado de várias guerras e terem tido um dos generais mais famosos da história, Aníbal, Barca, os cartagineses não possuíam exército e nem confiavam nos militares, faziam uso de exércitos mercenários, que eram contratados em caso de necessidade. O povo era pacífico e se fosse possível evitava guerras.

Era, também, um povo rico, uma república aristocrática, que vivia em uma região rica e cobiçada com pomares e jardins, rios canalizados, casas de campo luxuosas cercadas de árvores frutíferas, vinhedos e olivais. Criavam gado, ovelhas e cavalos.

Os cidadãos eram alfabetizados e valorizavam o desenvolvimento profissional.

Quanto à religião, conservaram as crenças fenícias. A deusa de Cartago era Tanit, mas também adoravam Baal Hamon, Eschmun, Melgart e Astarte. Talvez fizessem sacrifícios humanos, de crianças, pois foram encontradas jarras com ossos de criança carbonizados.

Havia um local, conhecido pelo nome de Tofet, que se supõe, tenha sido cemitério.Nos primeiros tempos adoravam rochedos, árvores e certas pedras negras, de forma oval. Passaram depois a adorar os astros e as forças da natureza.

Abaixo mapa mundi com a localização das civilizações da Mesopotâmia, do Egito e das civilizações do Mediterrâneo.

Fala das primeiras civilizações que se desenvolveram na Ásia Menor e na região do Mar Mediterrâneo.
Mapa com a localização das primeiras civilizações do mundo